During the International Year of Forests it is also important to consider the coral reefs because they are “colorful underwater forests”.

Great Barrier Reef @ Bruno Maia
The largest underwater living organism in the world is the Great Barrier Reef in Queensland, Australia.
United Nations declared 2011 as the International Year of Forests to raise awareness on sustainable management, conservation and sustainable development for all types of forests.
Recent studies have provided evidence, based on examples from around the world, that climate change is having profound impacts on coral reefs.

Great Barrier Reef @ Bruno Maia
Theme: “Forests for people” / “Corals for people”
One of the problems of the climate change impacts is the cascading effects generated by a loss of reef ecosystems with huge economic effects on food security for hundreds of millions of people dependent on them. So, it is better to take action to reduce these impacts.

Great Barrier Reef @ Bruno Maia
“I like the underwater images of the Great Barrier Reef.
How could I help to keep it as alive and beautiful as I see in these images?”
First, I will try to reduce my ecological footprint (at home, with transportation, eating,..):
http://www.wwf.org.au/footprint/calculator/
No matter which country I live in, my lifestyle is impacting the Great Barrier Reef!
And, if I decide to visit this UNESCO Natural World Heritage Site
I will check the Green Passport campaign from UNEP:
http://www.unep.fr/greenpassport/
search for a certified tour operator in Ecotourism Australia:
http://www.ecotourism.org.au/
and get more info on the Great Barrier Reef Marine Park Authority website:
http://www.gbrmpa.gov.au/
Diversos encontros internacionais sobre a conservação da biodiversidade fazem crer que o assunto realmente está em alta nas discussões intergovernamentais. No entanto, os relatórios da ONU denunciam que continuamos perdendo rapidamente grande parte da biodiversidade do Planeta, mostrando que algo está errado no processo da tentativa de frear a destruição da vida. Precisamos então, mudar a estratégia.

Ribeirinhos da Amazônia estudando animais ameaçados de extinção @ Bruno Maia
Apesar de já aceitarmos o fato de que não somos os donos da Terra, ainda não consideramos os ciclos da natureza e os ensinamentos de quem está mais envolvido com ela do que nós. Nos grandes centros urbanos do mundo vivemos em um ciclo de consumismo que nos impede de entender o ciclo natural da vida. Entretanto, algumas comunidades ainda vivem em contato mais íntimo com o que entendemos por natureza. Eles tocam mais na terra e se comunicam mais com a fauna e flora do que nós. Mesmo assim, insistimos em rotular essas pessoas como pobres miseráveis por não possuírem os mesmos bens que nós. Diante deles, nos sentimos seres superiores, enquanto deveríamos aprender e valorizar a existência dessas comunidades na Terra, afinal, suas atividades causam muito menos impacto na biodiversidade do que as nossas. Estão mais próximos das entranhas do terreno, das espécies ameaçadas, das plantas que curam, dos rios ainda limpos, das florestas sem concreto. Estão por aqui muito antes de chegarmos e, certamente, mais acostumados a se adaptar, pois já fazem isso há milhares de anos.

Pesca artesanal na Floresta Nacional do Tapajós, Amazônia @ Bruno Maia
São mestres em boas práticas ambientais. Telhados de palha e cercas de galhos permitem a passagem do ar. A energia do sol penetra em suas casas. A alimentação vem do rio, dos mares, das lagoas, da floresta, e servem apenas para subsistência, pois não necessitam produzir em grande escala. O lixo gerado por eles se decompõe rapidamente e volta ao ciclo em pouco tempo. Seus remédios vem da floresta. O transporte exige energia do próprio corpo, o que garante uma vida mais saudável e não sedentária, gerada pelos transportes urbanos que sugam energia da Terra e devolvem poluentes no ar. O ciclo de vida mais simples e menos impactante adotado por eles certamente é mais interessante para a conservação da biodiversidade.

Canoa "Natureza Viva" de Jamaraquá, Flona do Tapajós, Amazônia @ Bruno Maia
Portanto, a sugestão de valorizar as comunidades tradicionais para evitar a perda da biodiversidade poderia ser transformada em um “Programa para Desacelerar o Crescimento Degenerativo” . Afinal, nos últimos anos os programas desenvolvimentistas para acelerar o crescimento não levaram em conta que perdemos o freio, estamos desgovernados, atropelando fauna, flora, paisagens e culturas. Por que não abandonamos este sistema de desenvolvimento ultrapassado e passamos o comando para quem realmente entende do assunto?
A Conservação da Mata Atlântica é uma Grande Guerra. Só quem luta é que sabe a batalha diária contra o ‘inimigo oculto’ que insiste em derrubar a floresta, poluir os rios, dizimar a fauna e a flora, enfim, acabar com a biodiversidade do bioma.

Mico-Leão-Dourado (leontopithecus rosalia) em seu habitat natural - Mata Atlântica
O mico-leão-dourado (leontopithecus rosaila) por pouco não representou a derrota da batalha da Mata Atlântica de baixada do Estado do Rio de Janeiro. Se não fosse pela força de Grandes Guerreiros seria fácil para o oponente ‘oculto’. Mas então, quem são esses seres ocultos que querem eliminar os micos, que derrubam seu habitat natural e que aterrorizam a paz da fauna e da flora da Mata Atlântica?
Provavelmente são pessoas comuns que vivem em um mundo industrializado, que consomem mais do que realmente precisam, que querem mais do que a natureza pode oferecer, ou melhor, que só querem receber e não doar, ajudar, cooperar, conservar. Que não se sentem parte da Mata.
E os guerreiros? Bom, os guerreiros são pessoas que despertaram para o fato de que nem a ilha mais remota do mundo está isolada, nem a floresta mais distante está livre dos nossos impactos. Tudo e todos estão conectados e na Mata Atlântica não funciona diferente. Os pequenos leões dependem de Guerreiros para sobreviver, porém o importante é perceber que, Guerreiros ou não, todos dependemos deles também. Somos parte integrante e dependente da biodiversidade da Mata Atlântica. Qualquer pequeno, médio ou Grande ser é fundamental para a sobrevivência da Humanidade.
Em 27 de Maio de 2010, dia da Mata Atlântica, agradecemos aos guerreiros que lutam pela vida dos pequenos leões, pela alfabetização ecológica, pela conservação da biodiversidade, pela Terra, por nós.
Galeria de imagens do Mico-Leão-Dourado em seu habitat natural
Associação Mico-Leão-Dourado
Save the Lion Tamarin
O nome Fernando de Noronha faz parte do sonho de muitos brasileiros, tanto dos que nunca pisaram no arquipélago quanto dos que já visitaram. Está associado ao “paraíso” por sua beleza cênica, com praias virgens e localização privilegiada. Entretanto, a importância do local vai muito além do que se imagina quando o nome é citado.

Praia do Leão em Fernando de Noronha © Bruno Maia
Parte do seu território foi declarado Parque Nacional Marinho em 88 visando à conservação daquela ilha que, no passado foi, enquanto presídio, desflorestada para evitar esconderijos e fugas. A necessidade de proteger uma região surge a partir do momento em que se conhece suas riquezas e, em Noronha, diversas pesquisas e projetos de conservação são realizados devido a sua importância no cenário ecológico. O Projeto Tamar, por exemplo, vem atuando em Noronha desde a década de 80 e se tornou referência nacional em conservação. Outro projeto, o Golfinho Rotador, também há muitos anos estuda o comportamento destes cetáceos na região.

Biólogo do TAMAR anotando dados da tartaruga verde (Chelonia mydas) na Baía do Sueste © Bruno Maia
Seus trabalhos não se limitam às espécies estudadas. Eles vão além, pois sabem que a conservação depende de todos os seres vivos, de toda a rede, toda a cadeia. Não adianta proteger as tartarugas se os tubarões, os corais, as algas não estiverem em equilíbrio, nem se a comunidade não estiver consciente, muito menos se os visitantes não respeitarem o local.

Programação de Palestras no Centro de Visitantes ICMBio/TAMAR © Bruno Maia
Por esses motivos, a educação ambiental é amplamente difundida em Fernando de Noronha. São poucos locais no país em que as pessoas que visitam um destino se submetem a uma hora de palestra sobre questões ambientais. Em Noronha, o Centro de Visitantes ICMBio/TAMAR reúne cerca de cem pessoas que recebem informações sobre a natureza, aspectos da fauna, flora, não só do arquipélago, mas também sobre outros pontos do país como Atol das Rocas, Rochedos São Pedro e São Paulo, além de Trindade. As palestras já fazem parte do “ritual da visita” há muitos anos e os viajantes voltam para casa com uma visão mais aprofundada da natureza. Voltam mais conscientes do “todo”, não só com conhecimentos sobre as tartarugas, mas também com relação aos impactos do lixo nos oceanos, nos mares, no estômago da tartaruga, na cadeia alimentar, na vida.
Não só pelas palestras, mas também pelas informações recebidas através dos biólogos no Mirante dos Golfinhos, durante uma manhã ao observar os golfinhos rotadores, ou na Baía do Sueste, observando o trabalho do TAMAR, ou até a noite, na Praia do Leão, vendo as tartarugas desovarem na mesma praia em que nasceram. Para muitos, que moram em grandes cidades, trata-se do primeiro contato com animais em seu habitat natural, gerando maior sensibilidade em relação às causas ambientais e, consequentemente, mudança de comportamento.

Golfinhos Rotadores (Stenella longirostris) visitando a Baía dos Golfinhos © Bruno Maia
Arquipélago de origem vulcânica, Parque Nacional, a centenas de quilômetros da costa, com grande riqueza de fauna marinha, base para reprodução de aves marinhas, alvo de diversas pesquisas científicas e com título de Patrimônio Natural da Humanidade. Poderia estar descrevendo Galápagos, por essas e diversas outras semelhanças, porém as características pertencem a Fernando de Noronha. Galápagos se tornou conhecido mundialmente por servir de base para os estudos de Charles Darwin sobre a evolução das espécies.

Atobá Marrom (Sula leucogaster) em Noronha e Atobá de patas azuis (Sula nebouxi) em Galápagos © Bruno Maia
E Noronha, apenas o “paraíso” de belas praias e paisagens? Não, o Mabuia* do Atlântico. Único, com história evolutiva única e importância inegável para a riqueza da diversidade biológica da Terra.

Mabuia (Euprepis atlanticus) visitando árvores em Fernando de Noronha © Bruno Maia
* Mabuia (Euprepis atlanticus) – lagarto endêmico de Fernando de Noronha. Seus ancestrais são da África e não da América. Costuma sugar o néctar das flores do mulungu como se fosse um beija-flor, um caso raro de lagarto que, não só visita, como poliniza as flores. Animal de comportamento curioso, aproxima-se das pessoas e frequentemente é encontrado em mochilas de visitantes desavisados. O primeiro registro histórico do mabuia encontra-se na Carta do Descobrimento, portanto, a colonização de Noronha pelo mabuia, seja ela natural (através de correntes marinhas) ou antrópica (introdução pelo Homem) se deu antes do descobrimento “oficial” do arquipélago em 1503.
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